<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147</id><updated>2011-04-21T23:45:26.874-03:00</updated><title type='text'>tirando o pó.</title><subtitle type='html'>O blog mais despretencioso da América Latina</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-2736823953413646841</id><published>2007-02-15T03:32:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T03:56:02.054-02:00</updated><title type='text'>Accountability</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_zKwM09Er95k/RdPysWFgxMI/AAAAAAAAAAM/pz4ooFnQN8Q/s1600-h/06-12-06_1650.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031632052359840962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_zKwM09Er95k/RdPysWFgxMI/AAAAAAAAAAM/pz4ooFnQN8Q/s400/06-12-06_1650.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aceitar, aceito, mas prefiro em Dólar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era poeta nas horas vagas e beato nas horas duras. De uns anos para cá, andava mais poeta do que beato e tinha mais horas vagas do que tempo para se dedicar às suas pequenas causa trabalhistas. Estava recém-velho, daqueles velhos que ainda passam longe da morte, fazem piada sobre o dia derradeiro mas acham cada vez menos graça nelas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nelson resolveu ficar velho bem. Diminuiu o número de casos. Não parou, pois o ordenado (ele é dá época em que se falava “ordenado”) de um advogado aposentado não põe vinho chileno na mesa da ceia, e nem dá videogame pra neto no natal. Só decidiu que seu tempo era seu: queria ouvir papo agradável, comer coisa gostosa e ler todos aqueles livros para os quais um dia disse: “um dia eu leio”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os três primeiros anos de sua velhice foram na poltrona da sala, dedicados principalmente à leitura de poema, gênero que nunca conseguira saborear com atenção enquanto sua agenda era atribulada, apesar de achar encantador. Os três seguintes foram debruçados sobre a escrivaninha, o esboço de uma carreira literária. Nelson estudou um pouco de literatura por conta própria, aprendeu a diferenciar as escolas e entendeu porque gostava de uns autores e de outros não. Aprendeu, enfim, a engenharia da métrica poética e a dividir os versos em sílabas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na noite do último natal, enquanto os netos pequenos corriam pela casa e resto da família tomava vinho, Nelson lia um poema russo qualquer, e então sua esposa convocou. “Vamos rezar e fazer a ceia?” Sabendo de suas responsabilidades de patriarca, abandonou o russo sobre a escrivaninha e juntou-se aos outros em volta da mesa da ceia. Não gostou nada de ser interrompido em sua leitura. Gostava de natal, do ritual, das comidas e de confraternizar com os parentes, mas estava fascinado pelo ritmo do poema e não tinha sentidos para mais nada: olhava fixamente para o chester corado e rodeado por pêssegos, no entanto parecia não enxergá-lo. Sentia o cheiro do doce de figo reservado para depois, mas nem isso o atraia. Só queria saber do ritmo russo. Da batida do poema. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todos de mãos dadas para fazer as orações. À sua direita o neto mais velho, à esquerda a esposa, que a essa altura já lera o evangelho, puxava o Pai Nosso. “Pai nosso que estais no Céu,” sete sílabas poéticas. Ou seriam seis? Checaria depois, com mais calma. “Santificado seja Vosso nome.” Passou a apertar com o dedão e o indicador a mão do neto quando o coro dizia cada uma das sílabas. Dez? “Venha a nós o Vosso reino.” Dez apertões também, e com pequenas aliterações. O rapaz não entendia e, no “Seja feita a Vossa vontade”, começou a se preocupar. Procurou o olhar do velho, mas não encontrou, estava fixo no chester, e a mão cada vez mais firme. Apertou de volta, o avô olhou. O moço levantou as sobrancelhas e os ombros ao mesmo tempo, foi suficientemente discreto para que ninguém na roda percebesse que perguntava “o que acontece”? Recebeu na resposta um leve e sóbrio aceno de cabeça, que interpretou como “calma, eu sei o que estou fazendo”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Assim na Terra como no Céu,” nove. “O pão nosso de cada dia nos daí hoje,” tem doze. Seria o caso de quebrar em dois versos? Nelson se empenhava na contabilidade e o neto simplesmente assimilava os golpes, respeitando o momento de êxtase do avô, até o Amém no final do Credo. Só depois do sinal verde, “agora podemos comer”, dado por sua esposa, o velho passou a enxergar o chester e os pêssegos, e tratou de reservar em voz alta sua coxa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O natal continuou natal. Ceia, presentinhos, docinhos e vinhos, votos de bom ano e fortuna. Crianças com sono, um primeiro brinquedo quebrado, um copo quebrado, o fim de um CD e o silêncio em seguida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao se deitar, Nelson fazia, na cabeça, a retrospectiva do belo dia em família, do ótimo ano de prosperidade e paz dentre os queridos. Lembrou-se, então, das contagens silábicas que fizera durante as orações em volta da mesa, tentou corrigir o que não estava certo, repetiu algumas das sentenças das orações em voz alta, para encontrar a divisão certa. Se deu por satisfeito, a não ser por um detalhe. Juntou as palmas das mãos e fechou os olhos: “Agora, valendo: Pai nosso que estais no Céu, santificado seja Vosso nome...”&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-2736823953413646841?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/2736823953413646841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=2736823953413646841' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/2736823953413646841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/2736823953413646841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2007/02/mecanismos.html' title='Accountability'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zKwM09Er95k/RdPysWFgxMI/AAAAAAAAAAM/pz4ooFnQN8Q/s72-c/06-12-06_1650.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-115215342769787611</id><published>2006-07-05T23:32:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T13:51:03.316-03:00</updated><title type='text'>Colateral</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/593/1600/IMGP0788.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/593/400/IMGP0788.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Criou coragem. Tanta coragem que saiu descalço, apesar das blusas de lã e das duas calças que o frio exigia. Mas o motivo era nobre e, concluída a operação, os efeitos dessa irresponsabilidade se minimizariam, quem sabe.&lt;br /&gt;Saiu para buscar lenha. Alguns tocos para alimentar a lareira que aquecia a casa. Não estava longe a pilha de pequenos troncos cortados há alguns dias, apenas alguns passos da porta. Nada de errado poderia acontecer, não é em um minuto com os pés frios e a cabeça sob o sereno que o resfriado derruba um rapaz sadio, como ele.&lt;br /&gt;Segundo seus cálculos, seis daquelas toras bastariam para aquecer bastante o fim da noite e um pouco menos o começo da manhã. Deveria escolher estrategicamente os tocos: não poderiam ser os seis grossos, pois demorariam a entrar em brasa, nem todos finos, que carbonizariam em um instante e proporcionariam pouco tempo de conforto. Com o equilíbrio cético decidiu levar, então, dois galhos relativamente finos, dois do tamanho que mais se via na pilha, médios, e dois dos troncos mais pesados que encontrasse por lá.&lt;br /&gt;Eleitas as amostras do combustível, o próximo passo seria levá-las para a casa. Complicou. Duas mãos para seis troncos. Duas viagens? Não compensaria: o abrir e fechar da porta causaria desperdício de uma pequena parte do calor que já habitava a casa, e ele julgou esses centésimos de graus celsius essenciais para sua sobrevivência na madrugada. Carregar a lenha como quem leva uma pilha de revistas, apoiadas no peito e nos antebraços? Não. Sujaria a lã da blusa, corria o risco de desfiar... Teve melhor idéia: com as mãos, mesmo. Três tocos em cada mão. É claro que conseguiria. É só segurar dois posicionados paralelamente em cada mão, com o dedo indicador entre eles para que não rolem, e depois arrastar o terceiro para cima dos outros, formando uma “pirâmide de base dois” em cada mão.&lt;br /&gt;E assim fez com os tocos que levaria na mão direita. Acomodaram-se perfeitamente. Segurou mais dois tocos com a esquerda, um médio e um pequeno. Bastava, então, empurrar um dos grandes para cima deles, com o apoio dos já firmes na mão direita e voltar para o calor do lar. Arrastou. Julgou tudo firme. Virou-se para voltar. Foi traído pela canhota. A mão sempre abobada lhe deu a impressão de firmeza, mas deixou cair o maior dos tocos. Bem no peito do pé esquerdo. O toco não poupou e, podendo cair na horizontal, espalhando a dor pelo pé inteiro, preferiu cair na vertical e incidir com sua “quina” na pele do coitado. Ele só não gritou para não acordar a vizinhança, mas nunca respirou tão fundo quanto dessa vez.&lt;br /&gt;Junto com o toco, caiu todo seu planejamento. Entrou na casa esbravejando e levando cinco peças, deixou a porta aberta e voltou para pegar o famigerado. Tudo errado. O frio invadiu o quarto e ele fez duas viagens, como tinha que ser desde o começo. Mas com o déficit de um pé inchado e rasgado, sangrando um pouco.&lt;br /&gt;Não tinha gelo nem o aparato para curativos. Fez o que pôde: queimou as duas primeiras toras, depois mais duas, mais uma e, para se sentir bem e vingado, pôs por último o desgraçado. Ajeitou-o bem no centro da lareira, queria vê-lo sofrendo, gritando por socorro. Assistiu deitado e impiedosos ao começo da agonia do toco, até que adormeceu.&lt;br /&gt;De manhã, espanto. Ainda estavam lá, meio chamuscados e envoltos por cinzas, três quartos maciços do maldito.&lt;br /&gt;-Irresponsável!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-115215342769787611?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/115215342769787611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=115215342769787611' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/115215342769787611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/115215342769787611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2006/07/colateral.html' title='Colateral'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-114300027841712567</id><published>2006-03-22T00:54:00.000-03:00</published><updated>2006-03-22T01:11:28.550-03:00</updated><title type='text'>Um Sábio</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/593/1600/torre%20do%20tombo.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/593/400/torre%20do%20tombo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A nova Torre do Tombo, da qual nunca serei Guarda Mor &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/593/1600/torre%20do%20tombo.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vc q tc cmigo?&lt;br /&gt;Qq vc vai fz esse fds?&lt;br /&gt;Miguxa, tenhu orgulhu d nox duas!&lt;br /&gt;Bjuxxx!&lt;br /&gt;Estas foram expressões impensáveis há algum tempo atrás. E não é preciso voltar à década de 50 ou 60 para constatar isso. Basta analisar e-mails e os diálogos on-line que os internautas tinham há cinco anos atrás que já podemos constatar uma grande diferença no vocabulário e um índice maior ainda de mutações em palavras já existentes. Para discutir a vertiginosa mudança que sofre a língua portuguesa, trouxemos um de seus maiores entendedores de todos os tempos, Paio Soares de Taveirós, mundialmente conhecido por sua atuação como inventor da língua portuguesa escrita, entre os anos de 1189 e 1198. O início de sua produção literária inaugurou um período duradouro, de aproximadamente 350 anos, conhecido como trovadorismo. Nele aos textos se dividiam entre canções de Amigo, Escárnio e Maldizer. Nessa entrevista exclusiva à REVISTA JASON BLAIR &amp; AMIGOS, Taveirós nos conta como encarar mais essa mudança pela qual passa a língua portuguesa, fala de política e sua nova empreitada literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jason Blair &amp;amp; Amigos:&lt;/strong&gt; Você consegue entender o que as pessoas andam escrevendo nas conversações por Internet?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paio Soares de Taveirós:&lt;/strong&gt; Infelizmente consigo. Esse tipo de mensagem, queiramos ou não, faz uma associação unicamente fonética dos vocábulos da língua portuguesa. O alfabeto é usado com base em sua eficiência e numa lei de menor esforço. E já que a lei é do menor esforço, é claro que entendo, se até os apedeutas que vêm desenvolvendo-a entendem, por que não eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JB&amp;A:&lt;/strong&gt; Como o senhor mesmo disse, essas mudanças são de cunho fonético. No entanto, acha que esse novo modo de escrever a língua portuguesa deve ultrapassar o âmbito virtual, de mensagens rápidas por Internet?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PST:&lt;/strong&gt; Creio que tenha um certo potencial para se alastrar, mas não vai muito longe. Não passará da comunicação por bilhetes entre os que entendem os mesmos códigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JB&amp;amp;A:&lt;/strong&gt; O que quer dizer com mesmo código?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PST:&lt;/strong&gt; Um exemplo. Nesse fim de semana entrei num fórum de discussão sobre o paisagismo no Paraná e alguém lá escreveu a “palavra”, (se é que podemos chamar assim), “metherox”. Eu não sabia o que era, não tinha o menor palpite. Mas um certo freqüentador da página se enfureceu, pois inferiu que esse conglomerado de letras era mais um nome para “pênis”. E não era! Era uma aglutinação, juntando duas palavras: métodos heterodoxos. Nada a ver com o órgão... isso quer dizer que se uma pessoa que freqüenta diversas tribos da Internet, pode topar com diferentes significados para certas palavras ou siglas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JB&amp;A:&lt;/strong&gt; O senhor acha que nesse processo há um abuso das siglas?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PST:&lt;/strong&gt; Sim. Mas não descarto a hipótese de que isso acompanhe um movimento cíclico, como o que aconteceu com os primeiros sinais de escrita rupestre: o homem da caverna desenhou um boi, depois um cavalo, depois uma vaca e mais tarde viu a necessidade de representar inúmeros animais com praticamente o mesmo porte. As representações passaram, então, a não se diferenciar facilmente, eram todas muito parecidas, a não ser que o desenhista investisse um pouco de seu tempo desenvolvendo o desenho. Criou-se então um novo ícone, que vinha antes do desenho, para diferenciar o macho da fêmea, por exemplo. Com o tempo a gama de ícones descritivos aumentou tanto que chegamos no alfabeto, mais ou menos como conhecemos hoje. E o que eu quero dizer com tudo isso, você me pergunta. Ora, que a sigla “FDS”, muito usada na Internet para representar a expressão “fim de semana”, um dia vai representar tanta coisa diferente que será necessário inserir novas letras entre essas iniciais. E logo não será nada mais prático usar esse código, escreva logo a palavra toda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JB&amp;amp;A:&lt;/strong&gt; Mas o senhor, que começou a carreira em 1189, já presenciou várias mudanças significativas na língua. Em seu poema de estréia, A Ribeirinha, escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“E, mia senhor, dês aquel dia, ai !&lt;br /&gt;me foi a mi mui mal.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, uma leitura tomando como base o léxico atual, pode resultar em desentendimentos...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;PST:&lt;/strong&gt; Você está dizendo que a palavra “senhor”, nesse poema, se refere a uma moça, e hoje em dia seria a um homem... pois bem. Essa é uma questão um pouco mais complicada do que parece. A partir do momento em que o sufixo “a” é acrescentado para designar o feminino da palavra, inicia-se aí um fenômeno social. É sabido de todos que as maiores sociedades primitivas se organizavam de maneira matriarcal, e o aparecimento desse sufixo no século XIII acaba com qualquer possibilidade de perpetuação dessa tendência. (Note que mesmo em 1189 meu texto já é carregado dessa influência. Mesmo com o eu-lírico masculino, o primeiro verso diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;No mundo non me sei parelha” ,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, mesmo resistindo, já fazia uso dessa divisão abominável.) O resto da história todo mundo já sabe, e felizmente o cenário tem, mudado de 1950 para cá. Agora, a mudança não tem uma só direção. O movimento feminista faz um brilhante trabalho de recuperação desse espaço, mas outro ponto a ser observado é a a revolução na opção sexual da juventude de hoje em dia. O homo, o hetero, o bi, o metro, o über, o trans, o pan e o undersexualismo se confundem em uma zona cinzenta, e logo vejo o fim da partícula “a” para designar a palavra feminina, ou então o uso arbitrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JB&amp;A:&lt;/strong&gt; O senhor acompanhou a concepção do recém inaugurado Museu da Língua Portuguesa?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PST:&lt;/strong&gt; Não e não sei de nada sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JB&amp;amp;A:&lt;/strong&gt; Mas por quê?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PST:&lt;/strong&gt; Por ser um museu da língua, acho que eu, o seu primeiro escritor, merecia um destaque maior. Creio que sejam as questões políticas. Queira ou não, no âmbito da política cultural Brasileira ainda há um grande receio de se desligar ideologicamente dos gurus, no caso Gilberto Gil e em menor escala, mas de uma maneira singular Aldo Rebelo. Não me alinho a eles, portanto sou deixado de lado. No início dos projetos eu ainda estava engajado, mas depois da escolha totalmente parcial de Fernão Lopes para a gerência do museu, fiz questão de sair de cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JB&amp;A:&lt;/strong&gt; Acha a escolha de Fernão Lopes equivocada?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PST:&lt;/strong&gt; Acho. O problema é que são sempre os mesmos. O Fernão tem sido, desde 1418, quando foi agraciado com o título de Guarda Mor da Torre do Tombo, beneficiado com cargos de confiança. Não tenho nada contra ele, a pesar de seguirmos correntes totalmente diferentes (ele decretou o fim do trovadorismo em sua primeira gestão). Só não concordo com o modo que as coisas são feitas por aqui. Além do que, com esse sistema vigente, era mais do que anunciada a falência do ensino médio, o que leva, entre outros equívocos muito mais graves, à uma grande confusão entre meu nome e o dele. Nunca fui Guarda Mor da Torre do Tombo, como muitos juram que fui....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JB&amp;amp;A:&lt;/strong&gt; Seu problema com Aldo Rebelo se refere à proposta de reforma da língua?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PST:&lt;/strong&gt; Basicamente sim. Discordo totalmente do modo com que ele pretendeu a condução da reforma.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;JB&amp;A:&lt;/strong&gt; Basicamente é isso? Algo mais?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PST:&lt;/strong&gt; Basicamente é, mas tem ainda outras questões, de cunho pessoal, que não quero abordar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JB&amp;amp;A:&lt;/strong&gt; Agora, o futuro. Em que tem trabalhado?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PST:&lt;/strong&gt; Há uns 5 ou 6 anos eu venho fazendo pequenos trabalhos para editoras do interior, mas tenho me focado em um novo romance, que fala sobre um amor desencontrado na cidade grande e as dificuldades de relacionamento num mundo tão multifacetado. Estou estudando a melhor proposta editoria, mas ao mesmo tempo já estou até negociando o roteiro com uma produtora belga, e talvez a história saia no cinema uns três meses depois do romance. Mas, na minha idade, já não acho tão pertinente falar em futuro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Ribeirinha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;No mundo non me sei parelha,&lt;br /&gt;mentre me for como me vai,&lt;br /&gt;ca já moiro por vós - e ai!&lt;br /&gt;mia senhor branca e vermelha ,&lt;br /&gt;queredes que vos retraia&lt;br /&gt;quando vos eu en saia!&lt;br /&gt;Mau dia me levantei,&lt;br /&gt;que vos enton non vi fea!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mia senhor, dês aquel dia, ai!&lt;br /&gt;me foi a mi mui mal,&lt;br /&gt;e vós, filha de do Paai&lt;br /&gt;Moniz, e ben vos semelha&lt;br /&gt;d'haver eu por vós guarvaia ,&lt;br /&gt;pois eu, mia senhor, d'alfaia&lt;br /&gt;nunca de vós houve nen hei&lt;br /&gt;valia d'ua correa.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paio Soares de Taveirós &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-114300027841712567?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/114300027841712567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=114300027841712567' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/114300027841712567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/114300027841712567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2006/03/um-sbio.html' title='Um Sábio'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-112846766632435900</id><published>2005-10-04T20:05:00.000-03:00</published><updated>2005-10-04T20:14:26.326-03:00</updated><title type='text'>Título: é o que amo</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/593/1600/Blog%20-%20Drawing21.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/593/400/Blog%20-%20Drawing21.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem sem título, de um artistinha que tá despontando por ae, do qual sou o mecenas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem algo realmente complicado no ofício de um escriba é dar títulos. Melhor: ou você escreve ou você dá títulos. E todos que escrevem deveriam ter alguém que desse títulos a seus textos. Geralmente, se o pretensioso tenta acumular as duas funções, um trabalho acaba estragando o outro. Um péssimo título destrói um belo texto e o contrário também.&lt;br /&gt;Tenho 35 anos, não sou velho para despontar como um grande escritor. Mas também já não conto com o vigor juvenil do começo de carreira. Depois de quase 20 anos tentando a carreira literária, (comecei aos 14, com poeminhas de adolescente apaixonado...) enfim reconheço que não estou apto. Não totalmente. Com modéstia: escrevi três romances, o primeiro é sempre o primeiro, teste, o segundo saiu legalzinho até, mas o terceiro, sinceramente, é um senhor dum romance. Trata de um publicitário meio corno, meio poeta e emotivo, sabe? Eu gosto... bom, mas voltando à minha carreira. Percebi que não teria muito sucesso como autor, mercado saturado e tal, mas, em um momento de epifania, saquei que sou muito bom de títulos! Muito bom mesmo!&lt;br /&gt;O terceiro dos meus romances se chama “Sublime Retirada”. O segundo tem o nome de “Carcará Meliante”, e o primeiro é o “O Caroço Oco”! Não é genial? Perceberam as curvas opostas? Conforme eu melhorei o texto, piorei o título! Não foi fácil perceber, mas está nas nossas caras.&lt;br /&gt;Felizmente consegui diagnosticar antes do pior acontecer. E o que eu fiz? Fui esperto. Parei de escrever, na hora em que enxerguei o sistema. Fiquei um ano sem pegar na caneta, pensando em esquecer como se escreve. Queria ser analfabeto de novo, mas claro que não cheguei a tanto. Não importa. O que interessava era piorar o meu texto, para poder melhorar meus títulos e criar a nova profissão do futuro: o TITULEIRO! Eu, Daltony do Espíryto Santo, sou o primeiro tituleiro do mundo!&lt;br /&gt;A arte é sábia. Consiste basicamente em ler o que será entitulado, (que daqui para frente chamarei de titular,) pensar em algo completamente oposto, divergente e nada a ver com o titular e tentar aproximá-lo semanticamente do que poderia ser um resumo do titular, não a ponto de deixar o título próximo dele. Na Escala de Disparidade Semântica, que eu mesmo criei nesse processo, o título deve sair do 100% e caminhar até o 63%. Ou seja, o título deve “destoar” 63% do campo semântico do titular. É claro que esse valor é uma aproximação que permite variações.&lt;br /&gt;Calcular a variação também é um processo simples. Desenvolvi para isso a Tabela do Coeficiente Temático. O que quero dizer é que, dependendo do intuito, estilo, corrente, aplicação e temática do texto existe um valor adequado pare ele na Escala de Disparidade Semântica. Por exemplo, se o titular for uma tese de doutorado não pode ter um título com grau de disparidade semelhante ao aplicado a um conto de realismo fantástico, por exemplo. Mas nunca pode chegar ao triste 0% de disparidade, pois isso quer dizer que o título nada mais seria do que uma simples síntese do titular.&lt;br /&gt;Na minha carreira de TITULEIRO já fui contratado por diversos figurões da literatura nacional e até internacional. É claro que eles pedem sigilo absoluto, o que eu concordo que deve ser respeitado. Como o público reagiria se soubesse que Paulo Coelho não batiza seus textos? Mas funciona assim: sou contatado pelo escritor, que me passa o original da obra sem título. Leio. Caneto. Faço minhas ponderações e sugestões, se tiver liberdade para isso (na maioria dos casos sinto que tenho, afinal sou o padrinho do texto), e, de acordo com minhas sensações e interpretações do texto, trabalho na elaboração do título.&lt;br /&gt;Na verdade o título sempre foi desqualificado, renegado ao esquecimento, se comparado ao grosso da obra. Por isso mesmo sempre surgiu em um “estalo” uma primeira idéia. Os autores nunca se esforçaram em sua confecção, que pode E DEVE levar de uma a três semanas para maturar.&lt;br /&gt;Concluo então que devemos valorizar essa arte. O valor dos títulos é algo incomensurável, insuperável e que merece respeito. Você pode achar estranho, mas hoje NÃO SINTO A MENOR FALTA DE TEXTOS! Não tenho vontade nenhuma de escrevê-los, me afundei em meu ofício.&lt;br /&gt;A propósito, estou criando uma apostila e um curso para TITULEIROS, o pioneiro “Daltony do Espíryto Santo Titulação e Criatividade”. Creio que vocês da juventude blogueira e fotolegueira do Brasil tirarão muito de meus ensinamentos, afinal precisam de ao menos um título por dia. Comece já a bolar o título de seu post do mês que vem, ele merece esse tratamento carinhoso.&lt;br /&gt;Me sinto um cara feliz e realizado por ter encontrado meu nicho, minha ocupação e meu modo de contribuir com a sociedade. Obrigado por dividir isso comigo!&lt;br /&gt;Abaixo alguns dos melhores títulos que inventei. É claro que estes não batizaram nada, pois vocês saberiam quem é o autor e não quero isso. São apenas títulos muito bons que inventei, e que pretendo compilar eum dois volumes no ano que vem. Espero que gostem!&lt;br /&gt;Abraços, Daltony do Espíryto Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sangue de Irmão”&lt;br /&gt;“Levante e Lembre-se do Furacão”&lt;br /&gt;“Os Guindastes da Berlin Oriental”&lt;br /&gt;“A Incrível História do Rapaz que Engoliu Pasta de Dente”&lt;br /&gt;“Tromento”&lt;br /&gt;“O Guarda-Chuva de Elói”&lt;br /&gt;“Gates of Okhotsk”&lt;br /&gt;“De Quando Brindamos Felizes”&lt;br /&gt;“Savana” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-112846766632435900?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/112846766632435900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=112846766632435900' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/112846766632435900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/112846766632435900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2005/10/ttulo-o-que-amo_04.html' title='Título: é o que amo'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-112182820794395083</id><published>2005-07-19T23:44:00.000-03:00</published><updated>2005-07-20T00:00:53.183-03:00</updated><title type='text'>Uma andorinha só não faz verão.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/593/1600/blog-bonecadepalha.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3374/593/400/blog-bonecadepalha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;monotemático? talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;um porco na gaiola, sob o efeito de drogas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Mãe! Venha ver!”&lt;br /&gt;“Que que foi, Cálsio...” Isso mesmo, esse era o nome do garotinho de 6 anos que se espantava com visita tão inesperada naquele momento.&lt;br /&gt;“Vem ver, mãe! Logo!” E Inês foi. Não porque realmente se interessava em saber o que o garoto tinha a lhe mostrar, mas sim porque leu em alguma dessas revistinhas que “nessa fase a criança é carente, procure demonstrar atenção às pequenas coisas pelas quais ela se interessa.” Deixou de lado a mesma revista, suspirou e foi.&lt;br /&gt;Chegando à sala, uma salada de emoções. Um “Ai! Meu Deus!” de espanto, um “Que gracinha”, pois o bicho era uma gracinha mesmo e em seguida uma série de pensamentos característicos das mães/chefes-de-casa/urbanas/racionais/ocupadíssimas: “Como vou tirar esse bicho daqui? Vai quebrar o vaso! Vai sujar o chão! Ai! Minha cortina! Meu lustre! Vou atrasar para a yoga!”&lt;br /&gt;Pensou um pouco no procedimento para tirar aquela andorinha da sala. Correu pegar uma vassoura e fechou a porta. Cálsio ficou lá, sozinho e tentando agarrar com as mãos a ave desesperada, que cabeceava o vidro da porta/janela da sacada. O menino se divertia, pulava e buscava a andorinha, claro que não conseguia, mas tentava. Seu sorriso era prazeroso de ver, os olhos não paravam no lugar, ziguezagueavam pelo teto da sala atrás da presa.&lt;br /&gt;Inês voltou e, sem perder tempo, pôs a piaçava para trabalhar. “Para trás, Cálsio! Mamãe vai tirar o passarinho de casa!” Três vassouradas no teto, duas na parede e nada. A andorinha já se cansava, mas persistia. O menino, vez ou outra, tentava com seus pulos agarra-la, mas além de não conseguir era reprimido pela mãe: “Pára, menino! Fiquei quieto aí que a mamãe sabe o que faz!” Sabia tanto sabe que derrubou uma natureza morta da parede com a vassoura. Cálsio riu, é claro, e recebeu um olhar demoníaco da mãe. Ficou quieto tentando se conformar com a surra que levaria depois da expulsão.&lt;br /&gt;Mamãe desistiu da vassoura. Outros métodos lhe pareciam inviáveis e não podia perder sua aula de yoga. A solução foi pacífica: manteve escancarada a porta da sacada e cobriu a mesa de centro com um lençol velho, para que os bibelôs europeus não fossem bombardeados. Esqueceu-se de propósito do abrigo para os sofás, afinal já estavam desbotadinhos, uma cagada seria bom motivo para trocar o forro...&lt;br /&gt;Sim, fugiu da batalha. Yoga era álibi. Nem gostava tanto assim. Fechou a sala, beijou a cabeça do filho e se foi.&lt;br /&gt;Os olhos de Cálsio brilharam. Diversão travestida de trabalho para a tarde toda. Estava disposto a se aleijar para expulsar o bicho. Começou sua correria, pulava e tentava agarrar, exatamente do mesmo modo que fazia antes. Foram mais cinco minutos de esforços extremos de ambas as partes até que a andorinha descobriu a diferença entre o vidro e sua ausência e se libertou, horas antes do fôlego do garoto se acabar.&lt;br /&gt;Cálsio vibrou realizado. “Uau! Nem demorei muito pra tocar ela pra fora! Sou bom nisso!” teve que achar outra ocupação, mas nada lhe tirava da cabeça a aventura com a andorinha.&lt;br /&gt;Inês voltou, retirou o lençol. Nada de merdas n os sofás, não sabia se era bnom ou ruim. Foi tomar banho. Sérgio chegou do trabalho. “Papai! Você nem imagina o que aconteceu! Entrou um passarinho na sala e eu que expulsei ele! Foi assim: eu pulei e...” O herói foi interrompido de surpresa. “Que bom, filho. Estou orgulhoso de você.” Sérgio sentou no sofá, tirou os sapatos, chutou sem querer uma bonequinha húngara de palha e abriu aquela mesma revista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-112182820794395083?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/112182820794395083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=112182820794395083' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/112182820794395083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/112182820794395083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2005/07/uma-andorinha-s-no-faz-vero.html' title='Uma andorinha só não faz verão.'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-111587010903276191</id><published>2005-05-12T00:55:00.000-03:00</published><updated>2005-05-12T00:55:09.063-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/640/andorinha_do_campo.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/400/andorinha_do_campo.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;andorinha com o foco errado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-111587010903276191?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/111587010903276191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=111587010903276191' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111587010903276191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111587010903276191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2005/05/andorinha-com-o-foco-errado_12.html' title=''/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-111586982331661726</id><published>2005-05-12T00:35:00.000-03:00</published><updated>2005-05-12T00:50:23.350-03:00</updated><title type='text'>um pouco de andorinhas</title><content type='html'>Depois de momentos de esforço dobrado para alcançar os demais, ela, que tinha se desviado da rota original, chega afoita. Na verdade precisaria de alguns minutos sentada em qualquer lugar, mas o grupo deve seguir sua viagem e ela concorda em ficar no final da formação em V que costumavam adotar. Batia suas asas o mínimo possível.&lt;br /&gt;             Anoiteceu e pararam. O local escolhido foi, como de costume, o mais alto da cidade. Nela havia um punhado de prédios, mas eram construídos em um vale. O lugar de maior altitude era uma pequena colina, marco do início de uma serra ao sul da cidade, que seria transposta na manhã seguinte. Uma construção de apenas três andares era o topo da região, e era lá mesmo que as andorinhas passariam a noite fria.&lt;br /&gt;             Algumas delas ficaram responsáveis por achar um pouco de comida por perto, o que não seria tão difícil. Outras montavam guarda no beiral oposto, enquanto a maioria descansava apoiada no beiral eleito, enfrentando o vento gelado e contemplando os pontos brilhantes lá embaixo.&lt;br /&gt;             “O que aconteceu com você? Por que ficou tanto tempo para trás de nós?- perguntou a mais gorda delas à que se perdera.&lt;br /&gt;             “Vocês não vão acreditar! Tive uma experiência terrível! Fui abduzida por seres humanos! Ou algo assim...”&lt;br /&gt;             Ela, nervosa, não soubera escolher o termo correto. Nesse momento todas as cabeças se voltaram em sua direção, e os olhos cresceram mais ainda.&lt;br /&gt;             “O quê? Como assim? Conte-nos!”&lt;br /&gt;             As dezenas de andorinhas se aproximaram da vítima do incidente e esta começou a contar-lhes a história desde o começo. O grupo desrespeitou o protocolo e em vez de manterem-se em fila ao longo da borda da construção formaram uma roda para ouvir a odisséia da companheira. As responsáveis pela vigilância deram de ombros para o perigo e as larvas capturadas para a ceia escaparam com pouco esforço.&lt;br /&gt;             “Bom, em um certo momento eu me cansei, queria parar por uns segundinhos e logo voaria atrás de vocês. Então eu avistei um monte de plantas bem lá no alto, na altura que a gente voava!”&lt;br /&gt;             A andorinha mais experiente do grupo antecipou-se e esclareceu as demais:&lt;br /&gt;             “Já vi isso também. É raro ocorrer um fenômeno desses nessa região. Chama-se ‘sacada’!Algumas têm vegetação vasta, mas o mais normal é que tenham apenas uma samambaia ou outra.”&lt;br /&gt;             Andorinhas se entreolhavam e confessavam umas às outras já terem visto o tal fenômeno. A perdida então continuou.&lt;br /&gt;            “É isso mesmo! E aquele jardim suspenso era tão rico... tinha tulipas, orquídeas recém desabrochadas e umas azaléias tão delicadas... eu não resisti e decidi parar por lá. O vaso de margaridas tinha até umas larvinhas gordas e fáceis de pegar, comi um pouco. Mas então o sol começou a me atrapalhar e pulei para o vaso da Espada-de-são-jorge, que estava mais afastado um pouco, tinha uma bela sombra e não batia tanto vento... depois eu vi um xaxim com uma begônia que tinha um pouco de água empoçada. Achei estranho, pois era um lugar coberto e fiquei pensando como a água parou lá...”&lt;br /&gt;            A andorinha sênior mais uma vez dividiu toda sua experiência com as demais.&lt;br /&gt;            “Isso é fruto da ação humana. Eles, sabendo que as plantas precisam de água para sobreviver, molham as que eles mesmos põem debaixo de alguma cobertura. A esse procedimento dá-se o nome de ‘regar’.”&lt;br /&gt;            Concluída a nota, continuou a outra.&lt;br /&gt;            “Pois bem. E no momento em que tomava um pouco daquela água apareceu uma pessoa! Ela passou a menos de um metro de mim, em direção ao céu azul. Eu fiquei quieta no meu canto...”&lt;br /&gt;            “Você estava com medo?”&lt;br /&gt;            “Não... só me protegi né... vai saber de que é capaz uma pessoa!”&lt;br /&gt;            Algumas ensaiaram uma risada de deboche, mas, assim que percebeu, a andorinha-chefe interveio reprimindo-as.&lt;br /&gt;            “De que riem? Vocês não sabem o que se passa na cabeça de um ser humano! Muito certo fez nossa companheira em se acuar, pois mesmo sem querer os homens podem nos causar danos gravíssimos!”&lt;br /&gt;            Já cansada das sábias intervenções da mais velha a outra interrompeu bruscamente o conselho.&lt;br /&gt;            “E aí ele andou até o meio das plantas, puxou um negócio e foi embora. Pensei então que a melhor opção era sair logo de lá, mas quando tentei voar em direção ao azul do céu algo me impediu e eu caí no chão! Eu conseguia ver o céu e as plantas todas, mas não conseguia passar daquele ponto. Era como se tivesse uma barreira invisível.”&lt;br /&gt;            E deu-se mais uma interrupção explicativa.&lt;br /&gt;            “Isso é uma coisa há muito estudada porém nunca compreendida pelos pássaros. O que realmente é não sabemos ao certo, mas sabemos que se chama ‘vidro’.”&lt;br /&gt;           “Então era isso mesmo que eu não conseguia transpor! Achei então que deveria tentar pelo outro lado, e adentrei o desconhecido. Não deu muito certo. Era tudo muito pequeno, não dava para voar direito. Duas batidas de asa e eu trombava com uma parede branca! Mais duas e trombava com uma cadeira, ou sei lá como isso chama. Subir também não dá, é tudo fechado, e tem lugares em que você nem vê a luz do sol! Dá um desespero... Fiquei por lá,batendo minha cabeça em tudo o que é lugar sem conseguir sair por um tempão. Ainda bem que não tinha nenhuma pessoa mais por perto. Depois parei para pensar e voltei ao vaso de azaléia... eu olhava para as orquídeas e batia no tal do vidro... resolvi esperar um pouco, fiquei no vazo brigando com uma minhoca chata e escrevendo na terra enquanto ninguém desligava aquele vidro... O sol já estava quase posto quando chegou alguém e tirou o vidro. Na mesma hora eu já saí voando. Percebi que a pessoa se assustou e tentou me bater com alguma coisa, mas no conseguiu, fui mais rápida e vazei logo!”&lt;br /&gt;            Depois de contada a história as andorinhas todas tomaram seus postos, mas o comentário era geral, em todo canto ouviam-se comentários sobre o caso. Algumas mais novinhas nem dormiram aquela noite.&lt;br /&gt;            Na manhã seguinte continuaram seu vôo rumo à serra, e na hora de montar a formação em V a coletividade das andorinhas reservou, sem titubear, para a aventureira o lugar à direita da líder. Esta olhou de lado com o semblante sério e passou a temer por seu posto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-111586982331661726?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/111586982331661726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=111586982331661726' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111586982331661726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111586982331661726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2005/05/um-pouco-de-andorinhas.html' title='um pouco de andorinhas'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-111231722409419209</id><published>2005-03-31T21:59:00.000-03:00</published><updated>2005-03-31T22:00:24.096-03:00</updated><title type='text'>Molecagens</title><content type='html'>E seguia a procissão. E o moleque ainda matutava a molecagem de domingo. Bombinha, bexiga d´água, animais... Ainda não sabia. Teria que esperar o melhor momento, a hora em que assustaria o maior número de velhinhas beatas e clérigos. Mas ainda não sabia nem o que nem que momento. Por enquanto só acompanhava, no ritmo das senhoras.&lt;br /&gt;O comboio dobrou a esquina. Preocupado, o moleque procurava o olhar do menino, seu comparsa, do outro lado da massa de gente e velas. Não achava. Enquanto isso chutava cascas de ovo e pó de serra.&lt;br /&gt;Começava a chatear-se. Ratos? Baratas? Alarmes falsos? Nenhuma sugestão vinha do lado de lá., e o menino também parecia desanimado.&lt;br /&gt;Chutou por mais três quarteirões o Corpus Christi, e a igreja Matriz se aproximava. Mais um quarteirão e o moleque pisou o primeiro degrau da escadaria. Olhou para o outro lado e o menino tinha sumido. Faria sozinho? O que faria? Não faria, nada. Desceu a escadaria cabisbaixo assim que o padre adentrou a igreja. Desistiu da molecagem e sem querer salvou a missa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-111231722409419209?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/111231722409419209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=111231722409419209' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111231722409419209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111231722409419209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2005/03/molecagens.html' title='Molecagens'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-111154445130423133</id><published>2005-03-22T23:20:00.000-03:00</published><updated>2005-03-22T23:20:51.303-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/640/atenas.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/400/atenas.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;condomínio dos deuses&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-111154445130423133?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/111154445130423133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=111154445130423133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111154445130423133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111154445130423133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2005/03/condomnio-dos-deuses.html' title=''/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-111154446635199017</id><published>2005-03-22T23:12:00.000-03:00</published><updated>2005-03-22T23:21:06.353-03:00</updated><title type='text'>Mais ou menos assim dizia Homero</title><content type='html'>...então, como que trouxesse à vida novo guerreiro, muniu-se Sátiro de fina adaga pelo mais sábio artesão trabalhada, e nos delicados pé de guerreiros vestiu sandálias de couro novo. Sentindo-se preparado, bradou após a prova de rubro vinho:&lt;br /&gt;            -Sê, ó subordinados de parca esperança, ferramenta do tão louvado Cratso, filho de Protelou, o assassino perdoado de Ofésio, pois nem um mísero jarrão de terracota do reino desse apedeuta, após árduos anos de servidão que sofreu nossa honrada estirpe, se faz digno de ocupar tão fértil solo. Mesmo tendo Ofésio, filho do divino porcariço já junto aos seres de além outra morada, seja esta farta de saborosos banquetes, ou aquela reservada aos ingratos em terra, nada que lembre período de tão amargas primaveras deve se achar de pé ao raiar da fina aurora de prateados dedos.&lt;br /&gt;            Assim falou ele, e rogando pela proteção da divina Mimo, retornou tomado por funesta desconfiança seus afazeres matutinos.&lt;br /&gt;            Verião, que em meio a faustosas nuvens a tudo assistia do solar dos deuses, furioso se fez ao presenciar tamanho desrespeito para com seu outrora preferido, o finado filho do divino porcariço, Ofésio, tomou-se por ira magnífica, e ao estalar de seus dedos se fez a tempestade de ensurdecedores ventos sibilantes na costa da ilha.&lt;br /&gt;            -Malgrado esses que avistam meus olhos! Nem tempo teve o coevo e dileto pupilo que tanto talhei de ser velado com os merecimentos de astuto governante, eis que nem se faz a penumbra e seu opulento reino se vê pilhado por injustos maltrapilhos! Oxalá estivesse ao meu lado o grandioso Dúper, filho ditoso de Taconomeu, a quem não faltam cacoetes no trato com presunçosos piratas, sentiriam a profunda agulha do arrependimento a cada tijolo que derrubarem, santuário que desrespeitarem e novilho que aleijarem esses maléficos sanguessugas!&lt;br /&gt;            Mal alcançavam o chão as primeiras lajotas derrotadas pelos fortes braços furiosos da horda de dedaianos, fez-se visível a fúria secular de Verião, e nada que o deus dos ares quisesse ver rodando em furacões houve de permanecer onde se encontrava. Nem mesmo os púlpitos, gárgulas e as casamatas resistiram a tão descomunal ira divina.&lt;br /&gt;            Enquanto a desordem era produzida, acordava na soleira do refeitório sagrado dos céus a formosa Hestra, filha bastarda do grande Cratso, que nem um sequer garrote haverá de possuir após a retirada desse, pôs-se prostrada diante de tal hecatombe.&lt;br /&gt;            -Por 101 camarões! Não merecem esse bravos guerreiros a morte certa que lhes traz o furacão! Logo estes, que nas árduas batalhas contra os Bósolos pela posse de Ímota com o sangue defenderam nosso reino! Não! Hei de cercear tal despautério!            E antes que pudesse o furacão completar mais uma rotação, cederam ao chão, por força da misteriosa potência bastarda, os exaustos os materiais e seres atingidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-111154446635199017?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/111154446635199017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=111154446635199017' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111154446635199017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111154446635199017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2005/03/mais-ou-menos-assim-dizia-homero.html' title='Mais ou menos assim dizia Homero'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-111041358519078006</id><published>2005-03-09T21:13:00.000-03:00</published><updated>2005-03-09T21:13:05.190-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/640/capacd1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/400/capacd1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Capa do CD "Feeling Sorry for the Last Night?", do The Trashcan Holders. Guardem esse nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-111041358519078006?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/111041358519078006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=111041358519078006' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111041358519078006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111041358519078006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2005/03/capa-do-cd-feeling-sorry-for-last.html' title=''/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-111041343979405285</id><published>2005-03-09T18:19:00.000-03:00</published><updated>2005-03-09T21:10:39.796-03:00</updated><title type='text'>Um post tradicional: UM POST</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Vou falar de música. Chad Fraser, Orlando Casillas e Jerry “Lizzard” Bernardino. Um estadunidense e dois mexicanos, por volta dos 25 anos (desculpem a imprecisão,) habitantes de Fort Huachoca, divisa entre o estado americano do Arizona e o México. Esses senhores formaram no ano de 2001 a banda The Trashcan Holders.&lt;br /&gt;            Acho que o termo certo para definir o som é “preciso.” É do jeito que eu gosto, e sou chato pra caramba quando tratamos de música. Não tem aquele negócio de virtuosismo, guitarrista metido a sabichão, solo de baixo ou desafios às leis da física por parte do baterista. Tudo bem simples, riffs de guitarra curtos e repetitivos (assim como os refrões das letras), bateria pesada e crua, baixo distorcido e discreto.&lt;br /&gt;No Brasil, nada. Um ou outro já baixou pela internet. Sucesso somente na região de onde vem e um pouco na europa. Recentemente, no site da BBC de Londres, o atacante turco Hakan Sukur, que joga em um time da Escócia, declarou em uma entrevista que The Trashcan Holders é sua banda preferida... Ótimo, não?&lt;br /&gt;            Não sei como classificam por aí o estilo da banda, mas acho que se aproxima mais do “stoner rock,” (bem comum nessa região, e cujo expoente mais visível é a ótima banda Queens of the Stone Age,) a pesar de um tanto bom do grunge dos anos 90.&lt;br /&gt;            A voz de Chad é bem das clássicas, se é que existem vozes clássicas: lembra Cris Cornell, do Soundgarden e Audioslave, que por sua vez remete a Robert Plant, do Zeppelin... e acho que isso é voz clássica então chamo assim. (Afinal, o que é clássico?)&lt;br /&gt;            Já as letras não seguem alguma certa linha o CD todo. A maioria delas usa de expressões inusitadas, muitas vezes sem sentido e com um bom tom de ironia. Outras são ácidas, coisa de cara frustrado. A cada música uma nova frustração: mulher, grana, e probleminhas cotidianos; nada de crises existenciais em nome da humanidade, com se vê por aí. Abaixo vem a letra da faixa 7 do CD, chamada “Towel,” fossa mesmo:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Why are you looking at me like this?&lt;br /&gt;Don´t  remember what you did last night?&lt;br /&gt;I was trying so hard, but now it´s messed up&lt;br /&gt;Girl, you know I´m mad, don´t stare at me anymore&lt;br /&gt;My mind is not that simple, it comes from the core&lt;br /&gt;Sitting by the bar I whipe some tears&lt;br /&gt;And spend a few hours remembering that&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You made me throw the towel&lt;br /&gt;You made me throw the towel&lt;br /&gt;You made me throw the towel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So get away from here&lt;br /&gt;I cannot stand these feelings&lt;br /&gt;Looks like I´m lost in a corn field&lt;br /&gt;Well, it´s not true, there are some friends around&lt;br /&gt;Who could lend me a guiding hand&lt;br /&gt;But you don´t seem to be so pleased&lt;br /&gt;There´s something annoying you&lt;br /&gt;Maybe you can´t accept that&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You made me throw the towel&lt;br /&gt;You made me throw the towel&lt;br /&gt;You made me throw the towel&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt; É minha sugestão de Páscoa. Baixem pelo menos umazinha na internet. Tem de graça no site: &lt;a href="http://www.thetrashcanholders.com"&gt;www.thetrashcanholders.com&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-111041343979405285?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/111041343979405285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=111041343979405285' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111041343979405285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/111041343979405285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2005/03/um-post-tradicional-um-post.html' title='Um post tradicional: UM POST'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-110903113523328924</id><published>2005-02-21T22:11:00.000-03:00</published><updated>2005-02-23T22:24:49.190-03:00</updated><title type='text'>Lá vamos nós...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Período de entressafra. Nada nesse blog desde dezembro e não me preocupo. Estive fazendo coisas agradáveis também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;andar na linha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de quatro anos participando das peneiras do São Paulo, Flamengo, Palmeiras, Santos e Guarani, o exímio lateral esquerdo achou o clube que o levaria à glória: o Radium, de Mococa.&lt;br /&gt;Quando um clube admite um garoto de 18 anos em seu time principal, não é de se espantar que o chamem de “O Novo Fulano”, geralmente o dono da posição na seleção brasileira, ou a mais recente transação milionária para o exterior. Com Gilmarzinho não foi diferente: “O Novo Roberto Carlos...”&lt;br /&gt;Sim, batia uma bola redonda, um craque para o que se propunha o time, subir para a série B1 do Paulista. Mas é aquela história... Um eventual “Novo Roberto Carlos” daria mais o que falar do que o tímido ruivinho que vestia a três do Radium. Ou pelo menos teria passado na peneira do Guarani...&lt;br /&gt;Era esforçado o menino. Preparo físico invejável, fôlego de sobra e visão de jogo apurada. Tão apurada que, já na primeira semana de treino em Mococa achou seu lugar no campo: a extrema esquerda, onde a arquibancada e sua cobertura fazem sombra no período da tarde. Nada bobo. Não faria bem para sua pele a exposição prolongada aos raios de sol. Não faz à pele de ninguém, mas o moleque era branco pra valer, nele faria mal maior.&lt;br /&gt;Seu emprego foi salvo pelo esquema tático, que coincidentemente exigia um lateral correndo sobre a linha limite do campo mesmo. O técnico se orgulhava da obediência do pupilo, e se gabava do respeito que este parecia lhe prestar. Medo do sol, apenas.&lt;br /&gt;Já se sentia dono do oásis quando acabou o período de treinos da pré-temporada. Treinaram ata a sexta, e o Radium estrearia na próxima quarta-feira contra o Vossem, de Assis, em casa. Entre sexta e quarta folga para jogadores e gramado. Ninguém pisaria no campo, até onde se sabia.&lt;br /&gt;O marasmo proporcionado pelo recesso foi a brecha: Entre sexta e domingo apenas rodearam, analisaram. Na segunda se decidiram pela instalação ali e ali se instalaram. Na quarta-feira o casal de quero-quero já se sentia dono setor esquerdo do gramado. Tinham um ninho e viviam felizes, certos de um sossego duradouro.&lt;br /&gt;A família no estádio, como querem as autoridades e os pipoqueiros, os times em campo, como deve ser. Ou não deve? Voltando de um passeio no parque, o casal proprietário do imóvel se espantou com a movimentação. Às duras penas conseguiram pousar atrás de um dos gols. Quando o Vossem atacava, os pássaros ousavam uma aproximação de seu ninho no oásis, que logo era interrompida pelo contra-ataque do Radium.&lt;br /&gt;Gilmarzinho estava no sol, do lado em que não se sentia tão à vontade. Mas no segundo tempo eles iam ver! Na sombra ninguém pega o Gilmarzinho!&lt;br /&gt;Os donos do local não aquentavam mais a invasão. Finalmente veio o intervalo e puderam voltar para o ninho, para se recuperarem do susto. Quando se achavam sãos, volta a tropa. Sem saber o que fazer, os dois correram para trás do gol. Esperaram cinco minutos até não dar mais para suportar: “Chega! Temos que tomar uma atitude! A terra é nossa, não podem invadir assim, com essa brutalidade!” exclamou fabulosamente o quero-quero macho, e se preparou para agir.&lt;br /&gt;Ataque do Vossem. Cezão, o zagueiro do Radium corta sem a mínima categoria, num chutão qualquer, que por sorte cai nos pés de Frido, o Matador de Mococa. Nesse momento, Gilmarzinho nada tinha a fazer, correr seria inútil, ajudaria a zaga no próximo ataque assisense. Mas enquanto isso aproveitaria de sua tão amiga sombra.&lt;br /&gt;Cansado, apoiou com as mãos nas coxas.&lt;br /&gt;Injuriados, miraram nos joelhos.&lt;br /&gt;Respirando fundo pôs as mãos na cintura, enquanto acompanhava torcendo o contra-ataque.&lt;br /&gt;Com sangue nos olhinhos, levantaram um vôo quase rasteiro, mas preciso. Como combinado, atacaram impiedosamente o joelho direito do lateral esquerdo. Pareciam querer matar o joelho, esse ser repugnante.&lt;br /&gt;Gilmar caiu, gritava, esperneava horrorizado, como uma criança sedentária. A torcida, perplexa, não sabia como reagir. “Oh?” “Minha virgem santíssima?” “Caralho?” O que gritar? E o juiz? Apitaria falta? E o massagista, o que faria? Ninguém soube, e nada fizeram. A vítima em desespero saiu correndo com as poucas forças que lhe restavam, mas os demônios não a deixavam em paz, o acompanhavam comendo seu joelho até o osso.&lt;br /&gt;Quando sentiram que o perigo se afastara (Gilmar entrou em um consultório odontológico do outro lado da rua para se abrigar,) os passarinhos voltaram para o estádio. Tudo igual. Em vez de 22, agora eram, temporariamente, 21 uniformizados a tirar-lhes o sossego. “Vamos desistir disso,” confabularam. E foram morar à beira de uma nascente, ambos se perguntando por que não tinham encontrado esse paraíso antes...&lt;br /&gt;O joelho de Gilmarzinho nunca mais foi o mesmo. Sua cabeça também não. Pensou, pensou e decidiu abandonar o esporte. O plano de assistência médica do time dava ao “aposentado por invalidez por decorrência do exercício do ofício” uma bolada, que Gilmar usou para comprar um bar. O bar do lado de lá do estádio, “Bar do Gilmar Quero-quero” que vende refrigerante, cerveja, salgadinho e aos domingos frango a passarinho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-110903113523328924?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/110903113523328924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=110903113523328924' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/110903113523328924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/110903113523328924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2005/02/l-vamos-ns.html' title='Lá vamos nós...'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-110903413987503123</id><published>2005-02-21T22:02:00.000-03:00</published><updated>2005-02-21T22:02:19.876-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/640/DSC02438.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/400/DSC02438.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;o lado escuro do campo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-110903413987503123?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/110903413987503123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=110903413987503123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/110903413987503123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/110903413987503123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2005/02/o-lado-escuro-do-campo.html' title=''/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-110211101042560148</id><published>2004-12-03T19:46:00.002-02:00</published><updated>2004-12-03T19:56:50.426-02:00</updated><title type='text'>Liberto</title><content type='html'>Voltei. não me sinto mais escravizado por textos que devem agradar a outrem. Posso mandar os meus. E lá vem pedrada, pra quem tiver saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Brilho aos olhos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;   &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Da van estacionada à porta do hotel saíam senhoras em seus melhores vestidos, perfumes e maquiagens. Os senhores pareciam se libertar de uma tortura, esticavam suas pernas e ajeitavam seus paletós, depois da viagem de 260Km sem ar condicionado. Um abuso! Elas e seus maridos recebiam ajuda dos manobristas para se proteger da chuva fina. Eram resgatados pelos homens com guarda-sóis, que os escoltavam até a porta de entrada para o jantar da ARA, Ação Riopardense de Amigos.&lt;/p&gt; &lt;div&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;No lobby estavam os doze integrantes da Banda Veridiana sentados à mesa, que antecipava os aromas e cores que seriam servidos mais tarde aos convidados. Riopardense e saxofonista da banda, o sorridente Marcinho tratava de integrar as duas partes, apresentando sua família aos amigos músicos.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Alguns metros à frente o tesoureiro da entidade, com cabelos artificialmente escuros e lentes redondas, grandes e que deformavam seus olhos, após um breve cumprimento se apressa em alertar: “Antes, tem que pagar aqui.” O suficiente para suscitar algumas recordações: “O mesmo sem-educação de sempre. Nem falou ‘oi’ e já veio cobrando.”&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O coquetel começava a ser servido. No começo do estreito corredor que levava ao salão, um senhor fazia as vezes de porteiro, atrás de uma mesinha. Dava os ingressos aos que já haviam pagado, e em cada ingresso escrevia o nome do convidado. “Paulo Lauria.” O senhor sorri, analisando o convidado com seus olhinhos apertados. “Você é o neto do Márcio, né?” Cinco passos adiante, no meio do corredor, outra mesa, outro senhor. Nessa o convidado deixava o papel, e tinha seu nome anotado em um caderninho. Depois de fichados e identificados duas vezes em um corredor de sete metros, os convidados em situação regular podiam começar a festa.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Bandejas repletas de canapés nada atraentes, e outras repletas de copos com, refrigerante, água, batidas e cerveja em uma temperatura não tão agradável, assim como o ar local. “É de quê?” “Laranja com maçã, e maracujá com laranja”. Mariza pegou da primeira, e ao final do segundo copinho questionou. “Acho que não é batida não. É só suco”. E era suco. Mas tinha aspecto de batida. As senhoras seguravam como se fosse batida, e apreciavam como tal, tomando goles que mal chegam a molhar os lábios, receosas da força do álcool.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quatro senhoras cochichavam em um canto. Olhavam tímidas, e a de cabelo avermelhado, minutos depois, quando se aproximou da conversa, desferiu mais uma vez a pergunta, que ainda se repetiria várias vezes: “Você é o neto do Márcio, não é?” A resposta veio com um sorriso de quem percebe que não pára por aí, mas não tem muito mais do que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;um “Sou sim, eu mesmo” para responder. “Ah, eu sabia...” se orgulha a mulher. &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Muitos não se viam há tempos, e libertavam beijos e cumprimentos sufocados durante anos. Assuntos mofados e lembranças distantes eram jogados nas rodinhas. A maioria dos presentes eram senhores e senhoras propriamente ditos, de São José do Rio Pardo. As minorias, filhos, genros e noras dos riopardenses mais antigos acabou por formar rodas menores, e menos entusiasmadas, com muito menos anos a serem lembrados. Cabelo e os efeitos do tempo sobre eles foi um assunto muito bem lembrado durante a noite. “O Marco Antônio está com o cabelo mais branco que o do tio Zé. Tem muito trabalho, está estressado”&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;“Paulinho, vem aqui”. Toninho conversava com um contemporâneo seu, e chamou o sobrinho-neto. “Foi feito pra você isso aqui, heim? Tem um monte de brotinho para você paquerar!” Riu da situação, tomou um gole de cerveja e apresentou: “É o neto do Márcio e da Marina.” “Mas parece mesmo o Márcio.”&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Uma escada levava a um outro salão hermético, onde uma mesa em forma de L abrigava um incontável número de saladas e um número contável de pratos quentes, todos com nome e sobrenome. Quinze mesas redondas repletas de talheres grandes e pesados preenchiam o salão, salvo o espaço reservado para a banda. A disputa pelos melhores lugares, perto da banda e da comida, foi intensa e se pretendeu discreta, mas acabou não sendo. Paletós nas cadeiras, plaquetas dizendo “reservado” e bolsas, guiados por cochichos e estratégias tentavam salvar o conforto dos mais chegados. “Melhor não sentar aqui, tem a caixa de som, vai fazer muito barulho.” “Corre antes que aquela mulher se sente.”&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Depois de todos sentados, alguns minutos foram necessários para que se quebrasse o jejum. Algum tipo de medo, vergonha ou insegurança quanto aos padrões de boa educação impediram os famintos de se servir. E como é de praxe, depois do primeiro a manada se senti à vontade para encher seus pratos, uma tarefa difícil, pois estes lembravam calotas brancas. &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;O repertório com Jazz, blues e MPB começou a ser executado pelas três flautas, dois saxofones, clarinete, trompete, bateria, baixo, guitarra e piano. Ninguém cantando, apenas Carlinhos regendo com a tenção que todo maestro demonstra aos olhos destreinados.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Com cabelos ainda grisalhos e camisa listrada em três cores indecifráveis e confusas, um certo amante da música se empolga, dança sozinho ao lado do pianista, cantarola as melodias e parece não se lembrar dos pratos, dos conterrâneos e dos amigos saudosos. Só tinha ouvidos, pernas e sorrisos para a música. Eventualmente se inclinava por trás do ombro esquerdo do pianista loiro e de óculos, que permanecia inerte e compenetrado, mas possivelmente maldizendo o admirador equivalente ao fã que grita “toca Raul” em shows de rock.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Na verdade ninguém dedicou muito tempo à refeição, e logo muitos estavam em pé, circulando pelas mesas dos amigos. Marina, de 72 anos foi uma dessas, mas pouco depois de cruzar seus talheres sobre o prato, mais um de cabeça grisalha aparece, se aproxima tímido e em pé mantém alguns poucos minutos de conversa com ela. Despede-se e some entre as mesas. “Foi meu aluno no jardim da infância Eu tinha uns vinte anos, e nunca mais tinha o visto. Disse que tem muita admiração por mim.” &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Aos poucos as câmeras fotográficas vão perdendo sua timidez. Com quilos de maquiagem no rosto, uma senhora miúda de vestido preto disparou seu flash despudoradamente sobre a maioria das mesas e convidados, lembrando os profissionais contratados somente para fazer isso, e que trazem consigo um infinidade de rolos de filme. Em uma das mesa disparou sete vezes, sem ao menos dizer uma palavra, e obtendo como resposta apenas sorrisos de lábios juntos, provavelmente falsos. Foi-se para outra mesa. Ao julgar a distância segura, Márcio liberta uma observação reprimida: “O cabeleireiro dela... Sempre tentando inovar..” Marco sorri e completa. “Cabeleireiro cubista...”&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Quando a maioria já estava satisfeita, aparece, eufórico, um riopardense um tanto quanto ilustre, o Nuno. Há anos não via seus conterrâneos. Abraça e beija os mais amigos, olha-os nos olhos como se tentasse enxergar as pessoas do passado. Tira fotos com eles. A mulher do penteado cubista, ao vê-lo, prepara sua câmera para fotografar a seu lado. Decepciona-se. O filme acabou. Mesmo assim abraça o amigo por um lado, outra o abraça pelo outro e uma câmera qualquer os fotografa. Confusa e incerta quanto à tecnologia, pede envergonhada pela foto. “A sua não é de filme, né? Como é que faz? Dá pra me dar a foto depois?” O fotógrafo, mesmo sabendo dos procedimentos, passa a bola para a dona da máquina. “É dela. Fale com ela.”&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;O mais longo abraço de Nuno foi para Marina. Conversavam sobre os irmãos dela. “O Fernando se foi há uns dois anos. O Decinho está bem, sim...” Ele olhava na direção de suas mãos, que formavam uma concha à altura do peito, mas parecia não vê-las, e sim enxergar por trás delas. “Eu lembro de tudo. Aquele campinho do lado do rio, o futebol, as árvores... O Decinho era muito esperto, magrinho...” &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Não tardou muito e Ana, a filha de Marina fez a apresentação: “Esse é meu filho” com os olhos pretos brilhantes Nuno abraça. “Que beleza! Olha a força!”&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Exceto por alguns momentos de política, futebol, e finanças, e pelas minorias mais jovens, as lembranças foram o que sustentaram o jantar da ARA. Lembranças distantes, de pessoas que pareciam enxergar seus contemporâneos vinte anos mais novos, pelo menos. E mantinham sorrisos esperançosos acima de tudo.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Viram uma festa diferente da que o neto do Márcio viu.&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-110211101042560148?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/110211101042560148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=110211101042560148' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/110211101042560148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/110211101042560148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/12/liberto_110211101042560148.html' title='Liberto'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-110073801598580337</id><published>2004-11-17T22:33:00.000-02:00</published><updated>2004-11-17T22:33:35.986-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/640/anarosa.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/400/anarosa.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;foto recusada por raphael, mas muito bem aceita por andei zacharenkov calabrêz sobrinho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-110073801598580337?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/110073801598580337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=110073801598580337' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/110073801598580337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/110073801598580337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/11/foto-recusada-por-raphael-mas-muito.html' title=''/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-110073855638804024</id><published>2004-11-17T22:30:00.000-02:00</published><updated>2004-11-17T22:42:36.386-02:00</updated><title type='text'>mera manutenção</title><content type='html'>  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Esse blog está em crise. Não demorou muito, era sabido. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas não é por falta de assunto para postar. Tenho várias idéias na ponta da caneta, que podem um dia ser publicadas aqui. Uma resenha de algum livro que não existe, um conto intitulado “O guarda-chuva de Elói”, (já tenho título e não o texto, contrário do que ocorre normalmente comigo) e outras elucubrações...&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O que acontece é algo bem pior, que merece reflexão e ponderação.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Tenho um monte de trabalho da faculdade para fazer. É bastante coisa a ser escrita, e eu não as escrevo. É esse o problema. Não cumpro com minhas obrigações, então como poderei escrever algo “livre” de cobrança? Acho que tenho uma trava, que não deixa “O guarda-chuva de Elói” sair enquanto não faço minhas tarefinhas... E já que não as faço, nada será feito de fato.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Por isso, publico algo feito há um tempo atrás por um amigo meu, até que eu sane minhas dívidas com minha consciência e com meus mestres (!).&lt;/p&gt;  Sublime&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha,&lt;br /&gt;pois quando os novos peregrinos&lt;br /&gt;se juntarem às inúmeras caravanas&lt;br /&gt;estarei na sala, à espera do&lt;br /&gt;opróbio trem da utopia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e as manchas anônimas confirmam&lt;br /&gt;a volúpia contagiante da metrópole&lt;br /&gt;lúgibre, tais quais Ícaros sobre as&lt;br /&gt;sobras pacientes da breve tarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então venha, e,&lt;br /&gt;com a chama da peleja,&lt;br /&gt;estarei te esperando&lt;br /&gt;atrás da linha amarela&lt;br /&gt;sublime&lt;br /&gt;Ana Rosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                          Andrei Zacharenkov Calabrêz Sobrinho&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-110073855638804024?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/110073855638804024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=110073855638804024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/110073855638804024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/110073855638804024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/11/mera-manuteno.html' title='mera manutenção'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109996764188336589</id><published>2004-11-09T01:24:00.000-02:00</published><updated>2004-11-09T00:34:01.883-02:00</updated><title type='text'>salve o doutor</title><content type='html'>  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Interrompo minha seqüência de mentiras para postar uma bobeira piegas mesmo. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Esse da foto sou eu. Ou melhor, era eu. Deus ou algo que o valha me deu pernas tortas e junto delas uma fenomenal habilidade com a bola. Eu chutaria com as duas, de trivela, com efeito, folha seca. Daria voleios, bicicletas e peixinhos. Anteciparia a pedalada do Robinho e o elástico do Romário. Força equivalente à do Roberto Carlos, explosão muscular igual à do Ronaldo e passes tão precisos quanto os de Zinedine Zidane.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Seleção, na certa. Jogaria em qualquer posição do campo, da lateral direita à ponta esquerda. Meu passe valeria 38 milhões de Euros.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas não.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Veio um tal Doutor Olivo e confiscou todas as bênçãos que o ser superior me dera. Como pôde um simples ortopedista com suas botinhas abortar uma carreira de esplendor e sucesso que estaria por nascer nos gramados lençoenses? Injustiça. Eu era pequeno e nem tive chance de escolher. Ainda bem.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109996764188336589?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109996764188336589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109996764188336589' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109996764188336589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109996764188336589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/11/salve-o-doutor.html' title='salve o doutor'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109996752900896834</id><published>2004-11-09T00:32:00.000-02:00</published><updated>2004-11-09T00:32:09.006-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/640/garrincha1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/400/garrincha1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;promessa brasileira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109996752900896834?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109996752900896834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109996752900896834' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109996752900896834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109996752900896834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/11/promessa-brasileira.html' title=''/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109953653271908494</id><published>2004-11-04T01:43:00.000-02:00</published><updated>2004-11-04T00:48:52.720-02:00</updated><title type='text'>Entrevista</title><content type='html'>  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Mais uma mentirinha.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Antes, digo certas coisas: 7 tiros, falha minha. Condizente com a situação, na minha modesta, seria um singelo tiro de autodefesa. Enfim. Coisas que talvez só eu pense mesmo.&lt;/p&gt;                                                               &lt;span style="font-size:130%;"&gt;A locomotiva maldosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;A psique humana parece trilhar um novo rumo. Se não um rumo assumiu o comando de um trem imenso. A comunidade psicóloga internacional passa a observar com mais atenção (e até medo) o obtusionismo, uma nova tendência no estudo da mente humana, que tem como berço as antigas repúblicas soviéticas.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Para o psicólogo ucraniano Salomon Vigotsky, pioneiro de dentre os obtusionistas, o ser humano somente consegue “acertar” sua vida se movido por um sentimento eufórico e explosivo. Muitas vezes é a vontade de matar, ou de ser grande e maciço que são as diretrizes determinantes de vários aspectos do convívio humano.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Dissidente da escola frutidorista, vinda do norte da França, o autor de “Escapando da Falésia” fala à Jason Blair &amp; Amigos sobre humor negro e felicidade, após uma palestra que ministrou na Faculdade de Ciências Múltiplas Golhão Gouveia, em Telêmaco Borba, no Paraná.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jason Blair &amp; Amigos&lt;/span&gt; - Como os obtusionistas explicam o crescente gosto pelo humor negro?&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Salomon Vigotsky&lt;/span&gt; – Na verdade o que parece haver é um resgate dessa tendência. A primeira notícia que se tem de humor negro data das cruzadas. É verdade que caiu em desuso após a revolução industrial e francesa, pois a nova divisão da sociedade dificultou sua continuidade. Mas o fracasso das iniciativas esquerdistas no século passado fez com que sumisse do repertório popular a idéia de que o humor negro fosse algo desprezível. Seu resgate é fruto da miscigenação de idéias e padrões, facilitada por inúmeros catalisadores como Internet e barateamento dos transportes. Esse tipo de humor não saiu do fundo da mente humana, e nunca sairá, pois o fracasso alheio é sempre um sinal primitivo de triunfo.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;JB&amp;A&lt;/span&gt; – E isso quer dizer que as pessoas são essencialmente más?&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SV&lt;/span&gt; – É uma questão de valores adotados. Uma pessoa que pratique o humor negro hoje em dia (a pesar da crescente abertura) será taxada cruel, pois ainda não há a aceitação plena. Se fosse prática comum, como um simples cumprimento, o humor negro nada teria de mal. É, por exemplo, o que acontece em certas tribos mongóis, onde o bom negro-humorista consegue alto prestígio social e até posses.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;JB&amp;A&lt;/span&gt; – Os frutidoristas defendem a sabedoria como o melhor meio de se obter felicidade. Qual a relação entre esse e o pensamento obtusionista, sendo dissidência do primeiro?&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SV&lt;/span&gt;- Quando do racha entre as duas escolas e nossa volta para a Ucrânia, o que mais nos ocupava não era alcançar a felicidade ou não, e sim por que desejamos ser felizes. Os frutidoristas se esforçam em achar um bom meio para alcançá-la, tomada como objetivo principal da vida de qualquer um. Passamos a questionar essa verdade. E se o objetivo não for ser feliz? Uma pessoa despida da obrigação de ser feliz e promover a felicidade de alguém, alcança uma faceta importante até mesmo da felicidade: o descompromisso. Descompromissados com a felicidade tendem a promover a infelicidade em outros. mas, imune a uma possível culpa, o causador de infelicidade acaba fazendo o que lhe agrada, e como conseqüência é feliz. O fim é o mesmo. No entanto, lutar contra forças geradores de infelicidade é um esforço grande e desnecessário, já que indo pela contramão chega-se no mesmo lugar.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;JB&amp;A&lt;/span&gt; – Qual a origem do nome da escola, o obtusionismo?&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SV&lt;/span&gt; – Vem do termo “obtuso”, algo que não é agudo, sem pontas, rude, estúpido. Não que taxemos seres humanos uns brutos, o termo apenas ilustra o ímpeto que rege a naturalidade humana. Essa deve ser bruta, maciça e robusta. Não falo fisicamente, mas em seu interior. Prosseguir a passos lentos e pesados, como uma locomotiva blindada.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;JB&amp;A&lt;/span&gt; – Nada contra correntes mais brandas na designação da humanidade?&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SV&lt;/span&gt; – Nada, em absoluto. Apenas achamos que tudo o que se produziu em psicologia até hoje serve como mero paliativo, tapa o sol com a peneira. Respeitamos, a pesar de vislumbrarmos para breve seu funeral iminente.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;JB&amp;A&lt;/span&gt; – O senhor se considera um bom negro-humorista?&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SV&lt;/span&gt; – Quem é negro-humorista de verdade não o anuncia em público. Uma grande desqualificação e uma verdadeira derrota para os verdadeiros negro-humoristas é uma comunidade virtual hospedada no site Orkut: pessoas escrevem suas piadas (que muitas vezes não são de humor negro) para que as outras se divirtam ao bel prazer. A felicidade é um prato que se come só, e aos poucos. Gargalhadas são lágrimas engolidas.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109953653271908494?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109953653271908494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109953653271908494' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109953653271908494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109953653271908494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/11/entrevista.html' title='Entrevista'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109953701122562083</id><published>2004-11-04T00:56:00.000-02:00</published><updated>2004-11-04T00:56:51.226-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/640/itamartiete.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/400/itamartiete.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Raphael pôs o Itamar à beira do Tietê, em mais um de seus extenuantes dias de trabalho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109953701122562083?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109953701122562083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109953701122562083' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109953701122562083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109953701122562083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/11/raphael-ps-o-itamar-beira-do-tiet-em.html' title=''/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109902305961517051</id><published>2004-10-29T01:07:00.000-03:00</published><updated>2004-10-29T01:14:03.366-03:00</updated><title type='text'>Jason Blair e amigos</title><content type='html'>  &lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;“É &lt;i style=""&gt;quenem&lt;/i&gt; crack, vicia!”&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    Isso foi o que um certo professor de Técnicas e Gêneros Jornalísticos II da Cásper Líbero disse sobre mentir em uma reportagem.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    Como não estou nada a fim de fumar uma pedrinha hoje, me contento em contar uma mentira. E me proponho, com essa primeira, a inaugurar uma série de reportagens mentirosas aqui. Repito: são assumidamente mentirosas, me venham com essa de me difamar! Sugestões são aceitas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                                     &lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;            PM mata amigo e diz que foi sem querer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    José Marcos Oreficco foi atingido na manhã dessa quarta-feira por  disparos feitos por engano pela tenente Marisângela do Socorro, sua amiga de infância. O acidente ocorreu na rua São Carlos do Pinhal às 08h e 30 minutos de hoje. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    O amigo surpreendeu a policial com um susto, pondo as mãos sobre seus ombros por trás. Nesse instante Marisângela, de 32 anos, sacou o revólver calibre 38 de propriedade da corporação e descarregou os seis projéteis do tambor no garçom, que tinha 29 anos. Três dos tiros acertaram o abdome, um o tórax, e os outros três o antebraço esquerdo de José Marcos.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    “Foi algo inesperado, somos treinados para reagir a abordagens suspeitas” declarou a policial em prantos no 107º DP, para onde foi levada algemada para um interrogatório. Quando questionada por que dera seis tiros ao invés de apenas um, o que seria uma reação condizente com o ato de José, Marisângela permaneceu calada.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    O comandante Tobias Arlindo, do 107º DP não descarta a hipótese de assassinato: “Temos que descobrir por que ela descarregou a arma no amigo. Há a suspeita de um desafeto anterior, e ela pode ter usado a ocasião para se resolver com a vítima”.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    No DP, instantes depois do depoimento da tenente, sua mãe Romária do Socorro, 67, afirmou desconhecer qualquer tipo de atrito entre os dois: “Sempre tiveram uma boa relação. Jogavam sinuca e bocha juntos todo sábado.” O pai de José Marcos, Fábio Oreficco, de 71 anos,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;também diz desconhecer alguma desavença: “prefiro acreditar que foi acidente, mas seis tiros é de mais.”&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;    A policial permanecerá sob custódia da PM no próprio DP até se concluírem as investigações.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109902305961517051?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109902305961517051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109902305961517051' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109902305961517051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109902305961517051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/10/jason-blair-e-amigos.html' title='Jason Blair e amigos'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109875179728904422</id><published>2004-10-25T21:49:00.000-03:00</published><updated>2004-10-25T21:49:57.290-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/640/cad-itamar.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/400/cad-itamar.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cadê o Itamar? Mais um fruto da ociosidade do Raphael.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109875179728904422?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109875179728904422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109875179728904422' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109875179728904422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109875179728904422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/10/cad-o-itamar-mais-um-fruto-da.html' title=''/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109875152261053240</id><published>2004-10-25T21:10:00.000-03:00</published><updated>2004-10-25T21:45:22.610-03:00</updated><title type='text'>Dor</title><content type='html'>  &lt;p class="MsoNormal"&gt;            Vestiu calça jeans. Tênis? Claro. Nunca usava sapatos. A garoa impedia a caminhada. Carro, então. Foi. No fundo sabia que não deveria, mas foi.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Lá dançavam; ele quase nada. Bebiam; ele pouco. Sorriam; ele se esforçava.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Aquela moça estava lá. Bebia dançante e sorridente, como pedia a ocasião. Ele evitava seus olhares, mas estes o perseguiam. Ir embora? Indelicado... Ficou, apreensivo.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O encontro foi inevitável. No canto da pista, falaram sobre o tempo, esportes, jantares, família, amigos. Não escaparia. Amor seria o próximo tópico, o mais esperado por ela e indesejado por ele.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Generalidades e subterfúgios não contiveram o avanço: os dois entraram em pauta.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ela tinha os olhinhos verdes cheios e trêmulos. Ele, a mão no queixo e os olhos ardendo. Ela tinha vontade, estava ansiosa e temerosa. Ele olhava para o nada e mexia em seu chaveiro. Ela arfava, insistia jogando suas ultimas cartas, às vezes incompreensíveis. Ele lamentava, pensava, não tinha muito a dizer.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A moça recebeu um beijo na testa, percebeu seus esforços inúteis e chorou.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Sentindo-se mal, ele pagou sua conta, saiu de lá e caminhou cabisbaixo na chuva até o carro. Tirou os tênis molhados e dirigiu até sua casa. Com ajuda de um cd, desejou sentir a dor daquela moça, mas temeu nunca senti-la.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109875152261053240?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109875152261053240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109875152261053240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109875152261053240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109875152261053240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/10/dor.html' title='Dor'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109821761211404707</id><published>2004-10-19T17:26:00.000-03:00</published><updated>2004-10-19T17:26:52.113-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/640/DSC01984.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/400/DSC01984.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;olha só o itamar olhando só isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109821761211404707?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109821761211404707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109821761211404707' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109821761211404707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109821761211404707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/10/olha-s-o-itamar-olhando-s-isso.html' title=''/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109821757516340437</id><published>2004-10-19T17:06:00.000-03:00</published><updated>2004-10-19T17:26:15.163-03:00</updated><title type='text'>Paulista bobo!</title><content type='html'>  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Fui pro Rio de Janeiro em Julho. Nunca tinha ido, e queria. Mas, como bom (mau) paulista, tinha uma birra preconceituosa contra a cidade e seus habitantes. Sempre me pareceu que não eram muito afeitos ao trabalho. Eu sei, puro preconceito. Aquela imagem da qual o melhor dos últimos 30 anos, Romário, é o expoente maior: folgado, fanfarrão esperto, malandrão.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Nada a ver.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Que povo bom. Sorridente. Que cobrador simpático, motoboy tranqüilo, taxista bem humorado. Nada a ver com os paulistas (só) trabalhadores.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Também, pudera. É só olhar em volta. A Beleza!&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Deslizes? Sim, mas compreensíveis... É normal não querer trabalhar em um lugar desses!&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;E eu aqui, num cubículo com solo impermeável...&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109821757516340437?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109821757516340437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109821757516340437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109821757516340437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109821757516340437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/10/paulista-bobo.html' title='Paulista bobo!'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109764536747093159</id><published>2004-10-13T02:29:00.000-03:00</published><updated>2004-10-13T02:29:27.470-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/640/maguila.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/400/maguila.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maguila para crianças&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109764536747093159?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109764536747093159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109764536747093159' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109764536747093159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109764536747093159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/10/maguila-para-crianas.html' title=''/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109764538139462749</id><published>2004-10-13T01:48:00.000-03:00</published><updated>2004-10-13T02:42:07.056-03:00</updated><title type='text'>Marginal Tietê</title><content type='html'>  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;O feriado foi em Birigüi. Mais precisamente em Glicério, no rancho da família Prado, convidado pelo caçula Raphael. A beira do rio Bonito, (certeza?) um afluente do Tietê, segundo Seu Antônio “não molhava nem as canelas antes de ser represado”. Agora molha, bastante. E gela!&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Aproximadamente 20 universitários num lugar agradável ao extremo, longe de qualquer tipo de informação (talvez até de propósito, pois lá pega TV, mas as atenções estavam todas voltadas para as garrafas e para a mesa de sinuca.) Acabei ouvindo muita coisa boa, bons papos, idéias e piadas. Com certeza muito do que foi vivido na quieta Glicério nesse feriado se transportará para cá, conturbada Internet. Mas por meio de conta-gotas.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Hoje eu falo do fim. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Feriado é aquela coisa: ninguém sabe por que não está fazendo nada, somente não faz e se alegra por isso. Os fogos de artifício que me acordaram ao meio dia desse domingo trouxeram a dúvida. “Por que fogos?” Dona Maria, mãe do Raphael me lembrou da padroeira. É claro! 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Tirando os devotos fogueteiros, me parece que pouca gente se lembra da Santa, e os 500 km da volta para São Paulo mostraram que o 12 de outubro é mesmo o dia das crianças.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;No primeiro pedágio, (creio que em Pardinho,) além da previsível moça da cabine que nos cobra e dá o troco, trabalhava uma outra moça. Uma não, umas cinco. Do lado de fora da cabine, infinitamente mais bonitas e sorridentes que as de dentro, com roupas amarelas e azuis. Uma delas se aproximou do carro e perguntou: “Tem criança?” “Mais ou menos”, respondo, lembrando de Rodrigo no banco traseiro. A bela, em dúvida, pega da mão de uma colega uma bexiga azul, cheia e com o nome de um posto.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Não pela bexiga, mas sim por ser o melhor posto da América Latina, paramos lá.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Esqueceram-se dos adultos. Três ou quatro coelhinhos fofos e cabeçudos alegravam a criançada abanando as mãos e mandando beijos. (Penso que talvez esses atores escondidos sob o pelo todo da fantasia desejem sim é bater em certos fedelhos... Ossos do ofício, alguém tem que agradar crianças no dia das crianças, mesmo que isso exija que se trabalhe!) Em vez da habitual FM comercial, Xuxa ditava o ritmo no ambiente e revoltava minha amiga Débora. Realmente se esqueceram dos adultos...&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;De volta à estrada, o segundo pedágio não nos presenteou com bexigas, e sim se enfeitou com elas. Também azuis e amarelas, como as moças e balões do primeiro. Cores de criança. Será que a criançada gostou da homenagem?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Já em São Paulo, casa, a TV, aquela que nunca se esquece das crianças e as crianças nunca esquecem (e que nos últimos quatro dias somente me mostrara dois gols do Brasil e dois da Venezuela,) festejava os pequenos com “alegria e criatividade”: na Band atores vestiam as grandes cabeças da Mônica e do Cebolinha, acenavam “brincavam” com crianças no auditório do programa do Gilberto Barros. Assustei, (juro que sim) quando vi o apresentador, de no mínimo nove arrobas e dono de um bigode considerável, arrebentando as costuras de uma camiseta laranja, bermuda até o meio da canela gorda e branca, tênis e bonezinho de lado!&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Na Record o Tom Cavalcante recebia cantores: Rouge e Broz (certo?). Celebrava também as crianças, dançando no chão e usando uma peruca loira. No fim da música que alguém cantava, apareceu. Ele, grande, bruto, mau, forte. Pesando por baixo umas oito arrobas e vestindo um terninho de marinheiro ao melhor estilo Kiko, do Chaves, o campeão Maguila!&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Com “cara de parabéns”, totalmente constrangido e possivelmente com uma graninha a mais no bolso para alimentar suas crianças, o ex-atleta fazia papel de panaca para alegrar as crianças no programa de um humorista sem piadas, quase ou tão desesperado quanto ele. Uma homenagem no mínimo estranha: tenho vinte anos e acho que uma das únicas lutas do Maguila que vi foi sua despedida, possivelmente no começo dos anos 90, aos 40 e tantos anos, apanhando pra valer e agradecendo a trezentos patrocinadores. A platéia do programa nascia nessa época. &lt;/p&gt;   &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;Tive vergonha por todos, apresentadores, bandas pré-fabricadas, promoters de pedágio, atores com calor que abanam a mão e mandam beijos, Maguila, e então desliguei a TV.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109764538139462749?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109764538139462749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109764538139462749' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109764538139462749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109764538139462749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/10/marginal-tiet.html' title='Marginal Tietê'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109710547531964831</id><published>2004-10-06T20:31:00.000-03:00</published><updated>2004-10-06T20:31:15.320-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/640/DSC00095.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/1962/400/DSC00095.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;zagueirodo time do Wagner Love no inverno da Sibéria&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109710547531964831?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109710547531964831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109710547531964831' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109710547531964831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109710547531964831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/10/zagueirodo-time-do-wagner-love-no.html' title=''/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109710607517624115</id><published>2004-10-06T19:54:00.002-03:00</published><updated>2004-10-06T20:44:49.480-03:00</updated><title type='text'>fale seu nome, panaca!</title><content type='html'>ah, sou o Paulo.&lt;br /&gt;Sei lá se todo mundo sabe, né....&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109710607517624115?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109710607517624115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109710607517624115' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109710607517624115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109710607517624115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/10/fale-seu-nome-panaca.html' title='fale seu nome, panaca!'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8616147.post-109710557287730558</id><published>2004-10-06T19:54:00.001-03:00</published><updated>2004-10-06T21:14:00.266-03:00</updated><title type='text'>inaugural</title><content type='html'>Oi.&lt;br /&gt;È uma honra entrar para o mundo virtual. Sei lá se é mesmo. Mas o fato é que cá estou.&lt;br /&gt;Nunca fui muito chegado nesse nagócio de cyberespaço, relações virtuais e um bom papo sobre a pós-modernidade não me agrada muito.&lt;br /&gt;Mas anda dífícil sobreviver sem os artifícios da comunicação virtual e portanto me rendi, criando um bloggzinho.&lt;br /&gt;Quem sabe eu dobre meu vasto círculo de amizades... quem sabe eu melhore minha datilografia, quem sabe eu escreva mais (acho que é esse meu objetivo maior nessa empreitada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8616147-109710557287730558?l=homemofflaene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://homemofflaene.blogspot.com/feeds/109710557287730558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8616147&amp;postID=109710557287730558' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109710557287730558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8616147/posts/default/109710557287730558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://homemofflaene.blogspot.com/2004/10/inaugural.html' title='inaugural'/><author><name>Homem Offlaene</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10403340442130631766</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
